ADVOGADA DERRUBA TENTATIVA FRUSTRADA DE APONTAR OBRA NA ANTIGA ‘MAZZEI’

Os dois lados da mesma parede (FOTOS: Reprodução)

FOTO NAS REDES SOCIAIS É DE SERVIÇO DO BANORTE EM 2018; MAS TEM OUTROS ‘FAKES’

 

A advogada Daniela Rodrigueiro voltou a negar que havia obras em andamento no prédio da antiga Massas Mazzei em Jaú, quando um pedaço de parede desabou na última 6ª feira (24). Ela sustenta que os novos proprietários, que arremataram o imóvel em leilão público, estavam na fase de “limpeza” do entulho acumulado ao longo de anos e de remoção parcial do telhado para avaliar a destinação final do prédio. O desabamento acarretou danos materiais em dois veículos na Rua Amaral Gurgel e no óbito de um vendedor ambulante que passava pelo local.

Advogada Daniela representa donos do prédio (FOTO: Reprodução)

 

Outro lance de parede feito pela banco credor (FOTO: Reprodução)

Fotos de uma parede de blocos e de restos de material de construção chegou a circular nas redes sociais para contestar afirmações da advogada. “Essa parede foi construída pela instituição bancária Banorte, credora de parte do prédio com saída para a Rua Lourenço Prado em 2018. Temos inclusive cópia da Nota Fiscal Eletrônica do serviço feito naquela época. O entulho de construção e sujeira que aparece na foto é do lado de baixo, voltado para a Rua Amaral Gurgel; do lado de cima, o banco já tinha feito a limpeza”, explica Daniela, exibindo as fotos.

A tentativa de descaracterizar os argumentos da advogada tem explicação, segundo Daniela. “É que o local passou por fiscalização rigorosa da Secretaria de Obras da Prefeitura de Jaú no dia 13 e não foi apontado nenhum risco no prédio. Tanto que foi feita uma notificação com prazo de 15 dias (que passou a correr no dia 16, quando representante do grupo tomou ciência dos fatos) para apresentação de documentos no caso de obra ou demolição do prédio”, esclarece, observando que isso abre questionamento sobre responsabilidade solidária da Prefeitura sobre o que aconteceu, “que foi uma fatalidade”, disse. Antes disso, o município e o Corpo de Bombeiros estiveram no local para remoção de abelhas e também não apontaram nenhum risco no prédio.

A obra vista no local e rapidamente “esparramada nas redes sociais por gente com interesse em defender a Prefeitura ou quem quer que seja”, foi toda de responsabilidade do Banorte. A NF indica o local do serviço (entrada do prédio pela Lourenço Prado, 980), mão de obra de R$ 1.500,00, material no valor de R$ 1.949,62, custo total líquido de R$ 3.449,62, sendo metade paga na contratação do serviço e a outra metade na entrega da obra. A NF a que HORAH teve acesso foi emitida por empresa construtora de Bauru em 6 de abril de 2018.

Postagem ‘fake’, segundo Daniela Rodrigueiro (FOTO: Reprodução web)

Ontem (29), outra notícia apurada pela advogada Daniela Rodrigueiro como ‘fake’ e “coisa de quem não tem o que fazer, mas que está brincando com algo sério, sem a mínima responsabilidade”, foi de que empresários teriam ido à Justiça para impedir a demolição do prédio da Mazzei. “Qual a legitimidade que teriam para isso? Checamos e não há oficialidade nenhuma nessa notícia, tratando-se, portanto, de mais uma Fake-News. Só que isso é crime, que fique bem claro, para não reclamarem depois”, finalizou.

Enquanto prédio não é demolido, rua Amaral Gurgel segue interditada e ainda com escombros (FOTO: Reprodução)

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