Crise na ITE: em nota ao HORAH, Alexandre Toledo diz que foi eleito “por unanimidade”

Novo gestor da ITE, Alexandre Toledo (FOTO: Reprodução redes sociais)

Em reação à crise na ITE Bauru e aos cortes e desligamentos de membros da cúpula da tradicional Instituição Toledo de Ensino, houve protesto de alunos nesta semana, sobretudo do curso de Direito, e nota do novo gestor Alexandre Toledo ao HORAH. Os estudantes pedem a reintegração do diretor do curso, Dr. Luiz Pegoraro, enquanto Alexandre tenta minimizar a crise na instituição afirmando que foi eleito “pela unanimidade de todos os associados”.

Com gestão ainda familiar, são públicas as dificuldades financeiras da instituição, as dívidas com encargos sociais e bancos e as disputas internas desde o falecimento há 8 anos do então gestor Antônio Eufrásio de Toledo Filho, o Toledinho, ocasião em que Flávio Toledo assumiu o comando educacional, administrativo e financeiro da ITE. Sem acordo após várias tentativas, ele finalmente renunciou.

“As questões judiciais do passado ligadas ao controle da administração já foram superadas e encerradas há um bom tempo”, afirma o novo gestor Alexandre Toledo em nota encaminhada ao HORAH. Ele diz que Flávio convocou assembleia para eleger os novos gestores, renunciou por decisão pessoal e os associados o escolheram por unanimidade. “Portanto, inclusive com o voto e a vontade do Flávio, me confiaram os cargos de Gestor Administrativo e Presidente do Conselho Gestor”, garante.

Quanto a reintegração de Pegoraro, Alexandre não fez qualquer comentário; também não citou os desligamentos da professora de mestrado e doutorado Cláudia Queda e da reitora e coordenadora da pós-graduação, Roberta Toledo. “A ITE conta, e sempre teve o privilégio de contar, com grandes nomes da educação. Estou certo de que muitos outros surgirão e passarão por aqui”, limitou-se a dizer, afirmando que o compromisso ao longo dos 74 anos da instituição, “continuará sendo o de oferecer e proporcionar um ambiente de aprendizado de alta qualidade em todos os cursos”.

O clima na ITE, entretanto, não tem sido dos melhores nos últimos dias. Não apenas pelos cortes que foram promovidos pelo novo gestor Alexandre Toledo, quanto pelo pedido de desligamento apresentado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que integrava o núcleo de pós-graduação da instituição. Indicado ao STF pelo ex-presidente Bolsonaro, Mendonça sempre era citado como membro da ITE, o que emprestava prestígio ao complexo educacional de Bauru.

ITE existe desde a década de 1950 (FOTO: Reprodução web)

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