Milhares de estudantes, professores e funcionários de escolas públicas e particulares das regiões de Marília, Bauru e Jaú participaram de manifestações contra o corte de verbas para a Educação no País, na manhã desta 4ª feira (15). Cartazes, faixas, carros de som e até um caixão funerário foram usados para chamar a atenção da sociedade para os atos, que ganharam apoio de várias entidades – no caso de Bauru, inclusive do MST.

  • Protesto em Bauru teve adesão de 10 mil pessoas, segundo organizadores, com muitos cartazes e palavras de ordem (FOTOS: JCNet/Reprodução)

BAURU – Sindicato dos professores do ensino estadual, a Apeoesp estimou que 10 mil pessoas participaram dos protestos em Bauru. Concentração foi em frente à Câmara, interditando uma das pistas da Av. Rodrigues Alves por 2 horas, e depois virou passeata pelas ruas centrais. Balanço da Secretaria da Educação apontou 20 escolas totalmente paradas, 44 parcialmente e só 2 funcionando normalmente; o campus da Unesp também parou.

  • Alunos da Famema discursaram contra a restrição de verbas para a Educação e prepara ato no Centro, no final da tarde (FOTO: Arquivo Pessoal/Reprodução)

MARÍLIA – Cerca de 50 alunos da Famema, a Faculdade de Medicina de Marília, aderiram às manifestações com cartazes e palavras de ordem nesta manhã. Apesar disso, a direção da escola divulgou nota informando não ter sido comunicada de nenhum corte de bolsas. Alunos, professores e funcionários da Famema são esperados das 16h às 19h, no Centro, para a Greve Nacional da Educação.

  • Manifestantes protestam contra cortes anunciados pelo Ministério da Educação (FOTO: Central da Notícia/Jaú)

JAÚ – 60% dos professores pararam atividades para atos realizados em Jaú, segundo a Apeoesp. Um protesto está marcado para 19h, na Praça do Beco, onde deverão se concentrar professores, funcionários de escolas estaduais e estudantes.

OUTRAS – Houve paralisação também de 100 alunos em Botucatu, onde foi promovido debate sobre o impacto dos cortes nas verbas da Educação, e o campus da Unesp suspendeu as aulas; em Ourinhos, ao menos 3 escolas públicas ficaram sem aulas para manifestações dos estudantes e professores.

O QUE HÁ – Os atos desta 4ª feira foram convocados por entidades da Educação, de movimentos estudantis e sociais, sindicatos e partidos políticos contra medidas que restringem o repasse de recursos para a Educação, anunciadas pelo governo Bolsonaro. O Ministério da Educação informou bloqueios para todas as universidades e instituições federais e a Capes, coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior, comunicou suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado. O governo alega queda na arrecadação e estima os cortes em R$ 1,7 bilhão – 3,43% do total, incluindo despesas que são obrigatórias.

HORAH – Você sabe mais