JUSTIÇA FEDERAL INICIA INTERROGATÓRIOS DOS 14 RÉUS INVESTIGADOS NA ‘OPERAÇÃO ESCULÁPIO’

Justiça Federal inicia interrogatórios dos 14 réus investigados na Operação Esculápio em Marília nesta segunda-feira (13) — (Foto: Guilherme Lopes/TV TEM)

A Justiça Federal de Marília começou nesta segunda-feira (13) o interrogatório de 14 réus investigados na “Operação Esculápio”, deflagrada para apurar supostas irregularidades envolvendo pessoas ligadas à Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e ao Hospital das Clínicas (HC).

Os acusados são médicos, servidores e prestadores de serviços do complexo Famema. As audiências também vão ocorrer nos dias 16, 20 e 23 de setembro e serão todas remotas devido à pandemia. Após as oitivas, os processos retornam ao juiz para nova decisão.

A operação investiga desde 2015 contratos firmados entre a faculdade e empresas prestadoras de serviço. Em 2019, a ação policial teve uma segunda fase, na qual um dos alvos foi um escritório de contabilidade da cidade, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

Neste mesmo ano, o MPF arquivou dois inquéritos policiais por falta de provas. Um deles apurou o processo de contratação da empresa para prestar serviços de anestesiologia ao complexo Famema e o outro apurava a regularidade no sistema de plantão que remunerava médicos que permanecessem de sobreaviso para resolver questões administrativas.

O MPF havia ajuizado novas denúncias contra os envolvidos por contratações ilegais para prestação de serviços de radioterapia e oftalmologia no período de 2011 a 2015. Neste período, o MPF estima um prejuízo de R$ 10,5 milhões causados aos cofre públicos

O Hospital das Clínicas de Marília é vinculado à Famema e recebe recursos federais e estaduais para prestar atendimentos pelo SUS a pacientes de 62 municípios da região. Esses recursos são administrados pela Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília (Famar), considerada pelo MPF o epicentro do esquema fraudulento.

Durante as investigações foi revelado que a entidade direcionava licitações do hospital para favorecer empresas pertencentes a seus integrantes ou a pessoas próximas a eles. Entre os envolvidos estão professores e médicos da instituição de ensino e membros da cúpula do HC na época das irregularidades.

*Com informações G1

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