PREFEITO DIZ QUE CUMPRIU ‘ORDENS’ DO MP E TCE PARA EXTINGUIR IPMJ

IVAN CASSARO FALA QUE NEM ELE NEM OS VEREADORES TIVERAM CULPA; comentários são os piores possíveis

No mesmo dia em que o sindicato dos funcionários públicos de Jaú anunciou a decisão de ingressar com ação judicial coletiva contra a prefeitura pela extinção do IPMJ, o instituto de previdência do município, o prefeito Ivan Cassaro postou vídeo no Facebook para se eximir de culpa. Por três vezes em 2 minutos e 58 segundos, Ivan diz que ele e os vereadores aliados seguiram determinações do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Projeto de autoria do prefeito foi aprovado na Câmara contra apenas 6 votos contrários: dos vereadores Borgo, Mateus Turini, Luizinho Andretto, Fábio Souza, Moretti e Marcos Brasil.

“Eu gostaria de esclarecer os fatos, o porquê do encerramento da parte de saúde do IPMJ”, começa o prefeito. “Queria deixar bem claro também que os vereadores não tem nenhum culpado sobre esse caso e nem o prefeito. Simplesmente cumprimos todas as ordens, todos os decretos e todas as leis do Tribunal de Contas e do Ministério Público”, justifica. Outras duas vezes ele se eximiu de culpa e afirmou que cumpriu ‘ordem’ dos dois órgãos, assim como os vereadores João Brandão, Dr. Segura, Paulo Gambarini, Rodrigo da ONG, Chupeta, Leandro Passos, Bill Luchesi, Chico Quevedo, Jefferson Vieira, Sabará e Tito Coló.

Ivan exibiu papelada no vídeo contando 12 notificações do MP à prefeitura, todas referentes a investigação de “possível improbidade decorrente de irregularidades nas contas” do instituto. Como a pressão da opinião pública tem crescido desde que o instituto foi extinto, jogando o atendimento médico-hospitalar dos segurados para o SUS, Ivan disse que ano passado o município ‘gastou’ R$ 12 milhões “para cuidar de 190 a 230” pessoas.

Se o objetivo dele era ganhar apoio popular, o vídeo não funcionou. Os comentários logo após a postagem são os piores possíveis, mostrando que Ivan e seus vereadores estão encurralados. “Agora o MP manda no prefeito e nos vereadores, fosse assim, não precisava mais de prefeito e nem de vereador, deixa o MP fazer tudo”, escreveu André Galvanini; “Isso nunca foi de graça, adquiriram da mesma forma que uma previdência privada”, disse Paulo Turino; “Os caras simplesmente tiraram um direito adquirido de uns 200 velhinhos. Como sempre é político sendo político”, sentenciou Denise Luiz Carlos; “Infelizmente vocês não tem vergonha na cara, um bando de imprestáveis”, emendou Fernando Rosa.

HORAH – A verdade dos fatos