Tudo errado – RESTOS DE CAIXÃO EM CAÇAMBA NO MEIO DE CEMITÉRIO VIRAM POLÊMICA

Descarte de restos de caixão exumado em caçamba a céu aberto contraria Resolução e causa má impressão: tudo errado (FOTO: Reprodução)

Caso registrado em cemitério de Jaú contraria Resolução e viraliza nas redes sociais

O vereador Tuco Bauab pretende requerer informações da Prefeitura e do Ministério Público (MP) de Jaú sobre o descarte de caixão de defunto em caçamba de entulho no cemitério municipal do distrito de Potunduva. “Um amigo foi visitar o túmulo da mãe dele no domingo (16), se deparou com aquela cena dantesca, tirou uma foto e me enviou, dizendo que estava indignado”, comentou o vereador ao HORAH. A foto viralizou nas redes sociais e o assunto ganhou repercussão na cidade e região.

O vereador Tuco Bauab vai questionar a Prefeitura e o MP sobre o descarte irregular de caixão de exumação (FOTO: Reprodução)

“O funcionário de lá é orientado a não fazer isso, não sei o que aconteceu, que ele fez”, comentou a responsável pelo cemitério, Sandra Arroyos, que, mesmo em férias, comentou o assunto por telefone. “Assim que eu voltar das férias vou me inteirar direitinho do que aconteceu”, concluiu, observando que antes do atual governo havia um buraco no próprio cemitério, onde os caixões de corpos exumados eram descartados e queimados. “Eu não achava certo. Aí mandaram por na caçamba, que vem o caminhão e recolhe”.

A funcionária se disse “muito chateada” com o que aconteceu, afirmou que trabalha “com muito amor e dedicação” e que esse foi “um fato bem isolado, que não vai se repetir”. Em mensagem de WhatsApp ao HORAH, o secretário Toninho Paraná, responsável pela administração de Potunduva, afirmou que “não tem problema de contaminação” nesses caixões, porque são descartados depois de cinco anos (de sepulturas não perpétuas), quando já “não tem mais bactéria nem vírus que tenha restado do corpo”. Ele falou que esse descarte é padrão “em 90% dos municípios” brasileiros: “Só fica a má impressão por ser um caixão de defunto”.

A Resolução SS-28 de 25/2/13, que aprova norma técnica que disciplina serviços de cemitério, entre outros, classifica esse tipo de resíduo de exumação “como não perigoso”, mas determina que tenha “destinação ambiental e sanitária adequada”. O cemitério deve “dispor de local exclusivo para o acondicionamento desses resíduos”, que também devem ser “prontamente recolhidos” e ficar isolado do contato de pessoas não autorizadas, insetos ou animais. Também obriga cemitérios a terem “controle de vetores e pragas urbanas por empresas licenciadas pela Vigilância Sanitária”. Ou seja: tudo o que se viu no cemitério de Potunduva contraria a resolução.

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