HAILTON MEDEIROS jornalista, radialista e editor do HORAH, com passagens pelas TVs Globo e SBT, emissoras de rádio, jornais e revistas em Catanduva, Jaú, Bauru, Marília e São Paulo.

 

 

 

 

O zum-zum-zum da privatização ou concessão do DAEM volta a ser ouvido nos meios políticos de Marília. Não saiu da boca do atual gestor nem do núcleo duro de sua assessoria, mas está na órbita da Administração. Falo só por mim. E julgo qualquer consideração nesse sentido como repugnante, inconsequente e traidora, do ponto de vista político.

Repugnante porque já foi provado neste mesmo governo que, bem administrado, o DAEM é viável. Inconsequente porque, se viável, seria no mínimo preocupante a intenção de entregar a autarquia à iniciativa privada, que visa primeiramente lucro e não a satisfação do munícipe. E, por fim, uma ideia traidora àquilo que o atual gestor pregou incansavelmente, quando candidato.

Esse zum-zum-zum se faz ouvir daqueles que já defendiam entregar esse patrimônio do povo de Marília a interesses empresariais na gestão passada. Agentes políticos que na campanha de 2016 se amontoavam em palanque adversário ao do prefeito eleito. Só faltava agora soarem feito música aos ouvidos oficiais. De minha parte, a resposta a esse pretenso entreguismo do patrimônio mariliense é NÃO.

Por fim, uma última consideração: ao invés de perder tempo com um debate inócuo, inoportuno e traidor ao que o atual gestor defendeu com unhas e dentes na campanha de 2016, por que não oferecer propostas para melhorar a qualidade dos serviços e a saúde econômico-financeira do DAEM? ‘Vender’ a autarquia é a mais simplista das soluções e, ao mesmo tempo, a mais cara, no futuro, para o bolso do munícipe.