Por Hailton MedeirosJornalista e Editor do HORAHnotícia

  • Mesmo sabendo das regras da audiência, ao invés de contesta-las antes, o deputado Vinícius de Marília, políticos e representantes da sociedade em Bauru, resolveram tumultuar e fazer encenação na polícia na hora: ‘santa ingenuidade’ (FOTO: 94FM/Reprodução)

‘Santa ingenuidade!’, poderiam dizer, sem errar, aqueles que se informaram minimamente sobre as audiências públicas da concessão rodoviária de Piracicaba a Panorama, iniciadas nesta 2ª feira (11), depois do boletim de ocorrência (b.o) registrado pelo deputado Vinícius Camarinha e vereadores de Bauru. Eles foram à polícia se queixar do óbvio, divulgado com grande antecedência (inclusive pelo HORAH) e que segue praxe da Agência Reguladora de Transportes do Estado (ARTESP).

Se quisessem (e tivessem a prudência necessária), poderiam ter contestado a tempo e no local devido, que é o escritório da ARTESP em SP. Comparecer à audiência de regras pré-estabelecidas e querer muda-las na hora, não colou. Resultado: os vereadores de Bauru, o representante da OAB local, lideranças comunitárias e o próprio deputado de Marília (do alto do seu 4.o mandato) foram impedidos de se manifestar verbalmente. Eles tiveram de se submeter à regra imposta a todos: perguntas e sugestões só por escrito, em formulário específico distribuído pela ARTESP, como divulgado previamente.

O b.o. registrado pela delegada Luciana Claro Rodrigues, a que HORAH teve acesso com exclusividade, é uma peça cômica – não do ponto de vista policial, mas político. Os autores do boletim sabiam o que aconteceria no DER Bauru nesta audiência e, mesmo assim, compareceram esbravejando à Central de Polícia Judiciária (CPJ) após serem contrariados. Tipo meninos mimados impedidos de fazer o que queriam. O que houve lá prova a imaturidade e despreparo da maioria daqueles que se intitulam representantes do povo.

  • Cópia do B.O. obtida com exclusividade pelo HoraH é de morrer de rir (FOTO: Reprodução)

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